Promoção no trabalho: mérito, sorte ou simpatia do chefe?

Alguém diz:

Ele foi promovido e eu não… por quê?

Ô perguntinha difícil essa, não? Talvez ela tenha até passado pela sua cabeça algumas vezes, seja em relação à sua própria carreira ou em relação à carreira de algum colega de trabalho.
O fato é que, para o senso comum, é difícil entender por que as empresas fazem certas coisas com os funcionários. Por exemplo, um funcionário de mentalidade simples e com um grau limitado de instrução não consegue entender como funcionam os métodos da empresa em que ele trabalha, na hora de avaliar se um colaborador está apto ou não para ocupar um cargo superior. Às vezes, nem mesmo uma pessoa com alto grau de qualificação consegue acompanhar o raciocínio de sua empresa.

Há diversas situações que podem dar um verdadeiro nó na cabeça das pessoas, quando estas ficam sabendo da promoção de alguém que trabalha ao seu lado. Citarei aqui, pelo menos 4 delas:

Situação nº 1

Um funcionário que chegou há pouco tempo na empresa e já consegue uma promoção logo de cara, enquanto um colega seu do mesmo setor, mesmo com muitos anos de casa e trabalhando feito uma mula de carga para enriquecer seu patrão não consegue ter essa mesma “sorte”.

Situação nº 2

Um funcionário com faculdade, pós-graduação, MBA, doutorado, pós doutorado, fluente em 5 idiomas e com especializações feitas no exterior fica anos e anos mofando, estagnado no mesmo cargo desde que chegou na empresa, mesmo trabalhando feito uma mula de carga para enriquecer seu patrão, enquanto um colega seu da mesma área, mesmo sem tantos cursos e com menos qualificações, consegue que o patrão “vá com a sua cara” e o promova.

Situação nº 3

Um funcionário recém-formado, com pouca experiência, faculdade, pós-graduação, MBA, doutorado, pós doutorado, fluente em 5 idiomas e com especializações feitas no exterior consegue uma promoção logo de cara, enquanto um colega seu da mesma área e com as mesmas qualificações não consegue nem sair do lugar, mesmo tendo muita experiência, muitos anos de casa e trabalhando feito uma mula de carga para enriquecer seu patrão.

Situação nº 4

Um funcionário com pouca experiência, com poucas qualificações e com pouco tempo de casa consegue uma promoção logo de cara, enquanto um colega seu do mesmo setor, tão pouco experiente quanto ele e com o mesmo nível de qualificações que ele não consegue ser “contemplado” com essa mesma “graça divina”, mesmo trabalhando feito uma mula de carga para enriquecer seu patrão.

E aí? Você consegue encontrar uma explicação plausível para as promoções ocorridas nessas 4 situações? Sabe identificar o que fez a diferença entre esses funcionários, apesar de todas as circunstâncias citadas?

Não, eles não tiveram sorte. E nem o patrão foi com a cara deles.

A explicação para as situações citadas acima é a seguinte: não basta apenas ser super experiente em uma determinada área, ter muitos anos de trabalho na empresa, ter altas qualificações e uma infinidade de conhecimentos técnicos, ainda que tenham sido aprimorados no exterior. Tudo isso é importante? Claro que sim, é muito importante e nunca deixará de ser, mas não é só isso o que é levado em consideração na hora de promover um funcionário para um cargo superior.

E ninguém consegue subir os degraus da escada do sucesso só porque “caiu nas graças” de seu chefe ou por pura sorte. Há que se fazer por merecer, do mesmo jeito que se faz na hora de pedir um aumento de salário.

Os tempos atuais não são como os tempos de antigamente, onde o que bastava para as empresa era ter um diploma, conhecimentos técnicos e tempo de serviço. As empresas de hoje querem muito mais de seus funcionários do que apenas que isso. Elas estão em busca das características pessoais, além das qualificações técnicas. A visão empresarial antigamente era mecanicista e estática, mas hoje está se tornando mais humanista e dinâmica.

De nada adianta o tempo de labuta em uma empresa e nem as qualificações de uma pessoa se ela não tiver as atitudes que a empresa espera, tais como: proatividade, iniciativa resiliência, versatilidade, criatividade, capacidade de resolução de problemas, capacidade de liderar e influenciar pessoas, capacidade de negociação, capacidade de auto-gerenciamento, capacidade de trabalhar em equipe, capacidade de lidar com pessoas, capacidade de comunicação, inteligência emocional, disponibilidade para mudanças, flexibilidade, espiritualidade, assertividade e pensamento pró-sustentabilidade ambiental. Isso é o que pesa na hora de promover alguém, se somado aos requisitos técnicos.

Não adianta você ser bom com os números se não gostar de se relacionar com pessoas. Não adianta você ser excelente em lidar com máquinas (computadores) se não soube lidar com gente. Não adianta você ter muitos anos de casa se você se limita apenas ao que lhe mandam fazer e não for proativo. Como você será promovido se não tiver iniciativa e não mostrar a que veio? As empresas não querem apenas quem compreenda os números e as máquinas. Elas querem, também, quem compreenda o ser humano e o negócio da empresa de forma sistêmica e global.

Nesse caso, o que conta não é o seu diploma, nem os seus conhecimentos técnicos, nem a sua experiência e muito menos o tempo em que você trabalha na sua empresa. O que conta são as suas ATITUDES. Se você tem as atitudes que a empresa espera de você, então todo o resto será apenas uma questão de tempo para você. Tendo as atitudes certas, você se destacará entre as demais pessoas na sua empresa, e então você terá um diferencial competitivo que te deixará milhares de quilômetros à frente de seus colegas concorrentes.

Promoção é para quem pode, e não para quem quer.

Se você ainda não foi promovido, analise o que você tem feito (ou o que você não tem feito) para alcançar esse objetivo. E analise também se você está mesmo preparado para receber uma transferência maior de responsabilidade em suas mãos. Responda à si mesmo essas perguntas e encontrará a resposta:

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[li]Você é proativo ou espera que os outros lhe digam o que fazer?[/li][li]Você gosta de pensar, planejar, encontrar soluções, inovar?[/li][li]Você supera as expectativas de resultados da sua empresa?[/li][li]Você é flexível? Se adapta facilmente à qualquer situação e à qualquer lugar?[/li][li]Você é apegado à rotina ou odeia a mesmice?[/li][li]Você é multifuncional? É capaz de realizar várias tarefas?[/li][li]Você se preocupa apenas com a quantidade, ou com a qualidade também?[/li][li]Como você encara as mudanças e os desafios que surgem no seu caminho?[/li][li]Você sabe negociar? É bom na arte de argumentar e convencer pessoas?[/li][li]Você tem uma visão humanista ou mecanicista?[/li][li]Como você fica emocionalmente depois de levar um baque? Você se recupera facilmente ou fica dias e dias perturbado com isso?[/li][li]É bom comunicador? Sabe transmitir a mensagem de maneira que as pessoas lhe entendam perfeitamente, sem nenhuma lacuna?[/li][li]Você tem visão sistêmica ou holística do negócio da sua empresa? Ou apenas se limita a entender só o que é da sua “alçada”?[/li][li]Você é capaz de assumir riscos e responsabilidades maiores?[/li][li]Você gosta de lidar com pessoas? Sabe se entrosar e trabalhar em equipe?[/li][li]Você gosta de acompanhar os processos da sua empresa de perto e monitorar pessoas? Ou é do tipo que sequer gosta de levantar da cadeira e andar pela empresa para saber o que está acontecendo?[/li]
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Dar esse up na sua carreira dá trabalho e requer muita paciência, persistência e vontade. A promoção está num solo onde você tem que cavar incansavelmente até o fim para extrair esse precioso tesouro. Promoção não é só questão de estar há mais tempo do que os outros na sua empresa. Promoção não é só questão de trabalhar duro feito uma mula de carga para enriquecer seu chefe. Promoção não é só questão de experiência. Promoção não é só questão de qualificação técnica. Promoção também é questão de atitude.

Autora: Liliane
Meu nome é Liliane, nasci em São Paulo mas moro no interior do estado. Dificilmente alguém acerta o meu nome, então sou mais conhecida como Lili ou Lila entre os parentes e conhecidos mais próximos, e chamada de Lilly ou Lee pelos estrangeiros. Sou gestora de Recursos Humanos por formação, cabeleireira por profissão e blogueira por paixão.

Fonte: HomoStatus.tk