Encontrando as chaves para sua felicidade

“Talvez a chave para a felicidade seja focar menos em fazer com que os momentos durem mais, e concentrar-se em fazê-los valer a pena.” – Lori Deschene

Ao longo dos anos eu tive muitos desafios, muitos deles devido a condições de saúde, como o transtorno bipolar, TOC e TDA.

A combinação dessas condições resultaram em uma trajetória dura. Em um belo dia eu poderia me sentir espontânea e viajar para a Disney World, no dia seguinte eu poderia querer terminar o passeio. Ficar na gangorra de sentimentos entre felicidade e aflição é um processo de drenagem emocional. E saber que está tudo na minha cabeça é a parte mais frustrante de lidar.

É difícil de descrever uma doença emocional que te eleva e derruba, muitas pessoas podem não entender, mas manter sua perspectiva em sintonia é a melhor solução.

Quero compartilhar com vocês como eu encontro as minhas chaves para a felicidade, porque todos nós sabemos que temos o costume de perder chaves de tempo em tempo.

Não se deixe levar pelo negativismo do mundo.

Quando estiver dirigindo para o trabalho, no congestionamento, em vez de meter a mão na buzina ou dar um murro no painel, coloque uma boa música. Deixe que a música traga boas memórias.

Coisas acontecem.

Não permita que um acontecimento determine como será o seu dia. Ontem eu permiti que minha falta de conhecimento com computadores determinasse como seria o meu dia. Estava nervosa e impaciente com o computador, quando minha filha de 4 anos me trouxe um de seus brinquedos e disse, “Talvez isso ajude.” Como eu fui estúpida, permitir que algo tão banal tomasse conta do meu dia. Quando você achar que o mundo se virou contra você, não reaja. Reflita, lembre-se de quando o mundo estava a seu favor. (As vezes isso te faz perceber que sua filha de quatro anos tem uma perspectiva melhor que a sua.)

Seja a força propulsora.

Faça com que o dia aconteça da forma que você quer. Caso esteja ruim, faça alguma coisa que te alegre. É normal acordar com pé esquerdo. Mas saiba que é sua opção voltar para a cama e levantar-se novamente, dessa vez com o pé direito.

Aproveite a felicidade de outros.

Ao invés de compartilhar sua tristeza com alguém que está claramente tendo um bom dia, deixe com que essa felicidade alheia “contamine” você também.

Procure sua chaves.

Quando tudo falhar, lembre-se de suas memórias.  Perdi minha mãe para o cancer em 2004, e não raramente me pego dizendo pra mim mesma, “Se minha mãe estivesse aqui… não seria dessa forma.” Isso pode até ser verdade, mas a memória que tenho dela é uma das coisas que eu mais estimo. Quando lembro de todos os guardanapos em minha lancheira onde ela desenhou pequenas figuras, algumas com as palavras “Eu te amo” durante mais de 12 anos, posso chorar um pouco, mas nunca vou me esquecer do quanto um simples guardanapo desses tinha o poder de mudar completamente a perspectiva de um dia.

Todos nós já ouvimos isso antes, mas juro para você que é a mais pura verdade: “Quando uma porta se fecha, outra se abre.”

Quando eu passei anos da minha vida adulta procurando um cônjuge não encontrei ninguém. Mas assim que parei de procurar eu conheci alguém que mudou a forma como me sentia sobre mim mesma. Ele foi muito paciente e me fez realizar o quanto a minha vida tem valor – que eu tenho valor. Agora faço o que posso para compartilhar esse valor com os outros.

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[icon_box icon=”users” title=”Autor: “]Jennifer Butler [/icon_box][icon_box icon=”link” title=”Fonte:”] TinyBuddha.com [/icon_box][icon_box icon=”image” title=”Foto:”] evelynishere [/icon_box]
Jennifer é líder da divisão de Jovens Mulheres da Associação Budista para Paz, Cultura e Educação (EUA). É também professora de Communications and Humanities em cinco faculdades. Seu maior sucesso é sua filha Nina. [/content_box]